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A cerveja que atravessou a Segunda Guerra Mundial

Normandia, 70 anos atrás, e a maior preocupação dos soldados ingleses que tinham atravessado o canal e chegado até o local, passando pelas tropas alemãs, não eram as batalhas que viriam ou as bombas que ameaçavam suas residências e famílias na Inglaterra. Aqueles soldados estavam ávidos pela boa e velha cerveja.

Era 20 de junho de 1944 e estávamos a duas semanas do Dia D – determinante para o futuro da Segunda Guerra – e o correspondente da Reuters, que estava junto das Forças Aliadas, informava que tudo que restava para beber nas proximidades da costa francesa era uma cidra aguada.

Quando a cerveja chegou na Guerra

Só seria possível obter cerveja no dia 12 de julho. Porém, a quantidade era pequena e servia a um copo por membro dos aliados presente na Normandia. Mas, muito antes disso, pilotos da Força Aérea Britânica e da Força Aérea dos Estados Unidos se esforçavam para pensar em uma maneira de levar a bebida preferida às forças locadas no norte da França.

Uma das primeiras tentativas de levar cervejas aos soldados era carregar os tanques extras de combustível das aeronaves Spitfire e Typhoon com cerveja. A capacidade alocada era de 200 litros da bebida. O líquido foi fornecido pela cervejaria Henty e Constable.

O tenente de voo Lenny Berryman ficou encarregado de encontrar outros dois companheiros dispostos a voar até o campo de pouso de Beny-sur-mer para levar a carga de cerveja até o local.

Nem tudo deu certo de primeira

Os tanques dos aviões foram vaporizados para evitar contaminação. Também se tinha notícia que as Forças Alemãs estavam envenenando a água potável da localidade. Portanto, a chegada da bebida seria um alívio. 

E lá se foram três aviões Spitfire, cada um lotado com 400 litros de cerveja, para levar até os homens da infantaria que esperavam ansiosamente pela bebida. Porém, a recepção não foi calorosa. Perto do campo de pouso havia uma igreja onde atiradores alemães estavam escondidos, tentando recuperar-se em cima das tropas aliadas.

Nem tudo foi comemoração quando, finalmente, chegaram os primeiros carregamentos de cerveja até os soldados. O líquido, por ficar alojado no tanque, ficou com um pouco de gosto de combustível e também com uma sensação metálica. Não era a maneira ideal de levar o líquido sagrado para as tropas. Porém a bebida, pelo menos, chegava surpreendentemente gelada.

Os aviões ficaram conhecidos como pubs voadores e, mesmo com esse percalço, fizeram a festa dos soldados. Infelizmente, algumas aeronaves Typhoon eram facilmente confundidas com aviões alemães, como ocorreu quando dois carregados de cerveja foram abatidos por tropas americanas. No entanto, a técnica de transporte ainda seria aperfeiçoada durante a Grande Guerra.

Encontrada a fórmula ideal 

A maneira ideal de levar os suprimentos de bebida foi finalmente encontrada através das bombas de cerveja, que consistiam em adaptar aviões que carregavam bombas para levar barris de cerveja nos locais onde era acoplado o material de destruição.

Dessa maneira, se estabeleceu a forma de levar os carregamentos de cerveja para a Normandia tomada. Nenhum soldado mais reclamou de sede ou da falta de sua bebida favorita. Os aliados foram ganhando força naquele território e libertaram a França e, posteriormente, venceram a Guerra. A paixão por cerveja atravessou o combate histórico!

Se você é também um apaixonado por cerveja, acompanhe o blog da Beer & Bier para saber tudo sobre o mundo cervejeiro!