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Entendendo a coloração da cerveja – Parte II

Já tratamos aqui sobre os níveis de coloração das cervejas e a divisão em duas tabelas: a americana e a europeia. Agora, vamos falar sobre o que é fundamental para tornar a cerveja dessa ou daquela cor. A cor de uma cerveja, seja ela especial ou de produção em larga escala, tem sua definição no processo de fabricação do líquido.

Malte é ingrediente fundamental na coloração

Por isso, podemos dizer que a parte fundamental na coloração está ligada ao malte que será utilizado na produção da cerveja. O processo começa com o malteiro, que faz a escolha sobre quais tipos de cereais serão utilizados na fabricação do malte cervejeiro.

Após passarem por um processo de limpeza, os grãos são colocados de maneira alternada em contato com a água e o ar, possibilitando a sua umidificação e posterior germinação.

Secagem é processo definidor

Depois disso, o malte verde é obtido para, então, ser seco ou torrado. A etapa de secagem é onde pigmentos corantes são formados por meio de um processo químico que ocorre entre aminoácidos e açúcares quando aquecidos. 

Os maltes para cervejas claras devem ser aquecidos no máximo até 100 graus Celsius, enquanto que os maltes destinados para cervejas escuras podem atingir 200 graus Celsius. A partir desse momento, vai da vontade do mestre cervejeiro escolher quais grãos formarão sua receita. 

Antigamente, o processo de maltagem ocorria nas próprias cervejarias. Mas, atualmente, este processo ocorre fora, nas chamadas maltearias. 

Importante ressaltar um mito e uma diferença que quebra a regra. O mito é de que quanto mais escura a cerveja maior sua graduação alcoólica. Isso não interfere no volume alcoólico da cerveja. E a diferença (onde a regra não se aplica) é que as cervejas com base de frutas geralmente vêm a ter a coloração do insumo utilizado para sua fabricação, aí o malte não é fator.