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Estado de saúde dos estilos cervejeiros pouco difundidos!

No variado universo da cerveja existem muitas especialidades – muitas vezes colegadas a uma determinada zona de produção – que depois de alguns anos de grande popularidade, agora submetem-se ao risco do desaparecimento para sempre. Muitas vezes esses fenômenos dependem das mudanças sócio-econômicas e do impacto da globalização dos produtos industriais no gosto dos consumidores. Por sorte muitos estilos com risco de extinção no passado foram salvados pelo interesse atividade de apaixonados e associações, mesmo que muitos estilos ainda continuam com a situação preocupante. Hoje vamos tentar entender qual é o estado de saúde de alguns estilos locais.

Mild: Graças ao esplêndido trabalho de recuperação desse tradicional estilo anglo-saxônico, o Camra conseguiu não somente salvar as Mild, mas também favorecer uma tímida recuperação da mesma. No século XIX, as Mild eram as cervejas mais populares na Inglaterra , antes que a difusão começasse a regredir de um modo irreversível. Com certeza o estilo não vai voltar ao esplendor de um tempo, mas o medo da extinção agora já é um passado remoto, graças a fabricação do estilo em países não anglo-saxônicos, Ex: Working Class da cervejaria italiana Toccalmatto.

Kölsch: A clássica cerveja de Köln na Alemanha, ou seja, uma cerveja de alta fermentação em uma nação de Lagers, é característicamente ligada a zona de produção. Um aspecto que geralmente determina o risco de extinção de um estilo, que nesse caso não foi o suficiente para decretar a mesma. Aliás, depois da 2° Guerra Mundial, voltou a crescer a produção das Kölsch, passando de 500.000 a 3,7 milhões de etolitros em apenas 20 anos.

Altbier: A antagonista das Kölsch é a típica cerveja de alta fermentação de Düsseldrof, cidade rival de Köln. Apesar da competição com a cidade vizinha, é muito provável que a Altbier deva muito as Kölsch, visto que a recuperação das Kölsch tenha decretado a salvação das Altbier, são muito poucos os exemplos do estilo produzidas fora da região de Düsseldorf, até porque é uma cerveja de aproximação sensorial mais complexa das leves Kölsch.

Gose, Berliner Weiss, Dortmunder Export: Esses estilos “locais” alemães com certeza não passam bons momentos. A Gose de Leipzig é produzida somente por 3 cervejarias na Alemanha e está desaparecendo também pelo seu gosto particular – produzida com trigo, coêntro, sal e lactobacilos-. O mesmo problema encontramos com a Berliner Weiss, hoje produzida somente por 2 cervejarias (comparando com mais de 700 no século XIX), com gosto ácido e servida com xarope de framboesa. A Export de Dortmund foi reduzida a poucos exemplares e me parece que sempre com menos interesse na produção.

Lambic: As cervejas ácidas da Bélgica estão vivendo um momento de grande popularidade, fascinando até mesmo os amantes do vinho que se aproximam ao mundo da cerveja. E se pararmos para uma reflexão, é um resultado fantástico para um produto que é ainda produzido com técnicas seculares. E se a essa informação adicionamos que as características das cervejas de fermentação espontâneas com certeza não são adaptas aos paladares menos treinados, o atual sucesso da Lambic é quase que um milagre.

Flemish Red Ale, Oud Bruin: Esses 2 estilos ácidos da Bélgica são realidades pouco difundidas mas que dificilmente riscam a extinção em um breve período de tempo graças ao interesse que a comunidade cervejeira internacional propõe. Na realidade, é um exemplo que podemos estender a todos os estilos da Bélgica, país que goza de atenção particular, talvez por ter representado um ponto de referimento a tantas cervejarias e cervejeiros estrangeiros.

Fonte: blog Cervejologia