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Lei de pureza: tradição alemã

A chamada Lei de Pureza foi promulgada em 1516, na Baviera, pelos duques Guilherme IV e Ludwig X. Diz a lenda que após uma ressaca, fruto da ingestão de cerveja de baixa qualidade, surgiu a ideia dos Duques para criar uma lei que ditasse os padrões para a fabricação da bebida. Foi estabelecido que água, cevada e lúpulo eram os únicos ingredientes permitidos.

Um dos motivos apontados para a feitura da Lei de Pureza era a influência do alto consumo de trigo para a fabricação de cerveja no preço do pão. Porém, cervejas de trigo não deixaram de existir, apenas ficaram restritas. A fabricação era um privilégio de poucos, escolhidos pelos Duques.

A aceitação da Lei de Pureza foi crescendo com o tempo e, em 1906, compreendia todo o império alemão. Contudo, ocorreram duas alterações no seu texto original, permitindo a adição de trigo em cervejas de fermentação de superfície e incluindo o fermento como ingrediente.

Novos tempos

Só no final do século XX a Lei de Pureza foi abandonada na Alemanha. Em virtude da competição do mundo globalizado, não era mais possível observar todas as estritas regras da legislação. Afinal, as cervejarias alemãs tinham de considerar o mercado externo.

Além disso, a necessidade de produção em larga escala e com menor custo, exige a utilização de elementos químicos, os quais aceleram o processo de produção da cerveja. Essa rapidez era necessária para que as marcas alemãs não perdessem espaço no mercado interno.

Nova lei

Em 1993 a Lei de Pureza deu lugar a Lei Provisória da Cerveja Alemã, que não permite o uso de cevada não-maltada. Por outro lado, deixava aberto o uso de trigo ou de cana de açúcar no preparo do líquido.

Mesmo assim, ainda hoje, a Lei de Pureza é uma referência de tradição na fabricação de cerveja, que pode ser traduzida pela expressão ‘Puro Malte’. No entanto, para as cervejas especiais, esse critério não é importante já que essas visam inovação e diferenciação. Logo, não ficam restritas ao padrão criado no século XVI.