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O mito da lata

É normal a sensação de que o sabor da cerveja muda da garrafa para a lata. Normalmente, essa desconfiança cai sobre a lata e os possíveis efeitos que poderia causar nas características das cervejas. Mas, devemos ter essa dúvida?

Desde tempos remotos, o barril de madeira é companheiro inseparável das bebidas alcoólicas. Com a cerveja não é diferente: até o início do século XVI, toda cerveja consumida vinha em barris. Porém, o consumo tinha de ser feito rápido, para evitar a deterioração.

Durante o século XX surgiram barris de aço ou alumínio, melhores para a preservação do líquido. Desde o século XVIII, as garrafas já eram utilizadas para guardar as cervejas e, no século seguinte, ganharam maior popularidade. Isso foi aumentado pelos implementos de Louis Pasteur na fermentação, capaz de anular microrganismos ruins presentes em uma garrafa selada.

O surgimento da lata 

Na década de 1930 surgiu uma embalagem mais fácil para o manuseio e de menor custo: a lata. Que, já no final dos anos 60, se tornou líder na comercialização de cerveja. A realidade é mantida e até hoje cerca de 60% das cervejas vendidas é consumida em latas.

A Krueger Brewing, de Newark, nos Estado Unidos, foi a primeira cervejaria a utilizar latas, em 1959. Seis anos depois foi inventado o anel, passo definitivo para o crescimento das cervejas em latinhas.

Afinal, a cerveja muda por causa da lata? 

Toda inovação gera críticas e com a lata não foi diferente. Há quem diga que o alumínio interfere no sabor do líquido. Mas, atualmente, as cervejas não ficam em contato direto com o alumínio. Por dentro há uma proteção de plástico, baseada em água, portanto evitando qualquer modificação.

Testes já mostraram que a cerveja não sofre modificações, independentemente do recipiente utilizado para armazená-la, seja garrafa ou lata.

Em suma, uma cerveja produzida com insumos de qualidade terá um sabor superior em qualquer tipo de armazenamento!